Feriadão de 7 de setembro, escolhemos fazer a Travessia Aiuruoca até Baependi, foram mais ou menos 46 km entre morros e cachoeiras mineiras, cada vista e por do sol de tirar o folêgo. 4 dias e 3 noites.
Abaixo vou dar algumas dicas e outras informações.
Normalmente o pessoal faz ao contrário essa Travessia, como tinha um grupo de amigos indo para Aiuruoca, aproveitamos e nos juntamos a eles no sabado na Cachoeira dos Garcias, uma das mais bonitas que já conheci.
Em Aiuruoca, ficamos de sexta para sábado na pousada do Frank, um antigo casarão, bem simples mas com hospitalidade sensacional. O Frank mora ali com sua familia. Contato: 35-334412-30 - Frank - Custo R$20 com café
O Frank conseguiu o contato do Marcus, da Ajuru, que tinha uma kombi e faria nosso resgate no Bairro da Vargem em Baependi na terça feira. Outra pessoa sensacional, nos deixou na trilha mais "fácil" para o Papagaio e na terça estava lá no horário marcado. Contato: 35-9944-1601 ou 35-3344-1601
Sábado de manhã curtimos a Cachoeira dos Garcias com nossos amigos e por volta do meio dia saímos para almoçar em Aiuruoca, no restaurante 2 Irmãos. Comida mineira dispensa comentários.
Depois voltamos para a pousada e nos preparamos para começar a travessia. Saímos um pouco tarde, por volta das 14:40 e começamos a subir em direção ao Papagaio às 15h e alguns minutinhos.
Acampamos próximo ao a trilha que nos levaria ao cume e no domingo de manhã subimos. Visão 360º da Serra da Mantiqueira, bem castigada pelos incêndios, mesmo assim, aquele "mar de morros" é muito bonito.
Do cume do Papagaio, voltamos a trilha e seguimos ao retiro dos pedros, passando por outros morros bem ingrimes. Vacilamos com a agua, mas deu tudo certo, chegando ao retiro nos esbaldamos com a agua e com direito a almoço. O sol estava bem forte. O retiro é um bom lugar para fazer de base e fazer ataques aos cumes do Papagaio, Canjica e outros.
Do retiro seguimos por mata fechada até um descampado com um totem sinalizando. Ali tambem terminava uma estrada em que a maioria chegava por trilhas e jipes. nós seguimos o tracklog é cortamos essa trilha.
Foi dificil achar a entrada da trilha da mata, então acampamos por ali mesmo, já que tinha agua e era bem plano. Melhor coisa que fizemos, depois tivemos que atravessar muito mata fechada.
Na segunda o dia rendeu poucos km, pois tivemos que abrir muito o mato e nosso gps dava alguma diferença de alguns metros, o que levava alguns minutos para achar o caminho certo.
Passamos por um poço, alguns aproveitaram para tomar um banho rsss outros só olharam. Mais alguns minutos a frente a primeira cachoeira grande, sem nome. Foi o primeiro contato com pessoas, era um grupo da Pisa tur que estava ali, vindo da pousada do lado de lá.
Nossa missão era passar a Juju para ficar mais próximo do trecho final, o Morro do Chapéu.
Infelizmente ou felizmente não conseguimos e pegamos o por do sol no morro bem de frente a Cachoeira da Juju, Lugar fantástico, só para nós.
Terça de manhã desmontamos nosso acampamento, seguimos rumo ao Chapéu. O trecho tambem foi com altos e baixos, seguindo o curso do rio que forma a Juju. Encontramos um guarda parque, que foi útil para avisar o cara da kombi que chegaríamos atrasados, umas 2h.
A caminhada até o Morro do Chapéu foi longa e no ritmo forte. Infelizmente não deu tempo de subirmos o Cume, ficou para a próxima. Apartir dai foi uma descida sinistra, bem demarcada. Chegamos no bairro da Vargem por volta das 14h. Um rápido pit stop em um bar e a kombi já estava lá para nossa alegria.
Lugar mágico, pouco explorado e conservado graças a Deus.
O que nos entristeceu, foram as queimadas que vimos do Pico do Papagaio e alguns morros que já estavam se recuperando dos recentes incêndios.
Mas a Natureza é forte e a vida cresce, mesmo com a estupidez humana. Ainda bem.
Mais fotos:
Fábio:
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http://docemundodeilusoes.multiply.com/photos/album/157Relatos:
Fábio>
http://www.mochileiros.com/travessia-aiuruoca-baependi-sem-limites-trip-s-t47102.htmlSandro>
http://www.mochileiros.com/travessia-da-serra-do-papagaio-minas-gerais-t48353.htmlTracklog: em breve
Equipos: Mochila Arcteryx bora 80, barraca falcon 2, headlamp guepardo, saco de dormir micron x lite nautika, bota torres snake, bastão caminhada, meias, camelback e fleece Quechua, Abrigo Trilhas e Rumos. Comida: Arroz saquinho, feijão caixinha, Carne c batata e cenoura Swift, linguiça defumada, cebola, provolone, salame, bis, bala de goma, pão sírio, cappucino, pao italiano, queijo polhenghi, 1 garrafa de plastico com vinho, clorin
